Carboidratos

Maltodextrina

A Maltodextrina é um carboidrato complexo largamente utilizado nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química como veículo, excipiente ou até mesmo substituto do açúcar, facilitador de solubilidade, para aumento de viscosidade ou fonte de energia e carboidrato para nutrição esportiva. Apresenta 4 kcal/g e sabor levemente adocicado com fundo amiláceo.

Normalmente é obtida a partir da hidrólise do amido, pode ser definida genericamente como um polímero de glicose.

Os carboidratos são as principais fontes de energia do nosso organismo, correspondendo à maior parte das calorias ingeridas pelo ser humano. Em uma dieta saudável, o carboidrato deve representar em torno de 60% das calorias totais ingeridas, para que as proteínas não sejam desviadas de suas funções específicas (como construção dos tecidos musculares) para obtenção de energia.

Deste fato advém o crescente consumo e indicação da maltodextrina para praticantes de atividades físicas como  musculação, corrida, etc., pois supre a energia necessária durante atividades físicas intensas e de longa duração, retardando a fadiga e evitando o catabolismo muscular (perda de músculos), através da gradual liberação de glicose para o sangue.

Frutose

A Frutose, ou “açúcar da fruta”, é um monossacarídeo simples, um açúcar natural metabolizável no processo de digestão.

Pode ser encontrada na natureza em diversas fontes, como mel, frutas, flores e vegetais com raiz.

Apresenta o mesmo valor calórico da sacarose (4 kcal/g), porém seu dulçor pode ser até 1,5 vezes superior. Por se um açúcar redutor, participa da Reação de Maillard, proporcionando cor, sabor e aroma típicos desta reação.

Seu sabor doce é agradável e pode ser consumido por diabéticos uma vez que seu metabolismo não depende da insulina. Porém, a legislação brasileira vigente restringe o uso da frutose em produtos dietéticos (dietas com ingestão controlada de açúcares ou com restrição de açúcares).

Dextrose

A dextrose é um carboidrato simples, fonte de glicose obtida geralmente do amido de milho, possuindo doçura cerca de 70% se comparada à da sacarose. Possui um alto índice glicêmico, o que significa que, tão logo seja digerida e absorvida no intestino, ela rapidamente irá elevar os níveis de glicose na circulação, causando picos de glicose no sangue.

Para poder sair da circulação e ser utilizada pelas células, a glicose precisa da atuação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que direciona a glicose para dentro das células e também tem o importante papel de repor os estoques de glicogênio das fibras musculares (estoque esse que foi diminuído drasticamente durante o treino intenso).

A insulina gerada após a absorção da glicose ajuda a direcionar as proteínas para dentro do músculo. Estas proteínas, por sua vez, contribuem para reparar os músculos que sofreram microlesões devido à prática de exercícios.